A gente sai por aí com o amor como meta, e cometa a língua vai se metamorfoseando toda em estrelas no céu da boca iluminando o plexo solar que andava tão chuvoso e então o tempo muda na muda da flor que nasce no peito nascente de um canteiro que se escondia na sombra do tempo que não corria porque interditaram as ruas cardíacas num dia qualquer quando o coração inventou de andar na contramão...mas o amor faz transfusão nas veias da vida e ela vem de volta em alta voltagem trazendo eletricidade para o corpo e estrelas que caem do céu da boca sobre o deserto nosso de cada dia... e então nos mudamos para outra casa, nus, mudamos, mudos, porque o amor comeu todas as palavras....eis quando finalmente podemos ouvi-lo.
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(RaiBlue)
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