Caminho pelas primaveras de suas esquinas. espalho as borboletas dos meus cílios sobre o teu silêncio que margeia o céu de dentro. mergulho em tua melancolia escondida sob os jardins da casca que te veste. remexo tuas terras. cavo horizontes subterrâneos só pra nós dois. cravo-te os dentes para que sangre amor. para que sinta e singre. e então seja. qualquer coisa além dessas flores de plástico que insiste em cultivar. dou-te então minha flor. a de lótus. a de vida. a de vulva. e sem camisa (de vênus) devolva-me em eros manchando o tapete. quero em nossos dedos todos os anéis de saturno. deixe esse outono que insiste num amor ameno. quero-te hipérbole do texto que escrevo em tua carne. das noites que virão. noites de verão. azuis cortando o céu da boca como pipas. as línguas mergulhando no infinito vermelho da mente. lá onde é nascente de todo prazer. lá onde borboletas passeiam pelo corpo. e nos dão o voo colorido da viagem...

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