domingo, 19 de abril de 2015

TEJO DO CORAÇÃO

O céu penetrando a terra, jorrando gozo natural, fecundando a tarde que arde silenciosa no quarto escuro de dentro...Umidades...A cidade e a carne encharcadas...Trânsito paralisado, enquanto transitas, livremente, pelas ruas fluviais do meu corpo, fazendo festa, nesse quarto (de lua crescente) dos teus olhos a lumiar as águas vespertinas do meu ventre, ao beberes as gotas de uma outra chuva ..., morna..., delinqüente,... que te embriaga em plena tarde de maio, num lapso da dúvida diante do raio estrondoso do desejo sobre o Tejo do coração...

Lá fora, a gaita da chuva toca...e tudo sussurra a noite que vem ...com promessas de grandes inundações...

(RaiBlue)


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